quinta-feira, 30 de julho de 2015

Literatura em Movimento 03 - Julho

Oi, pessoal! Estou aqui, nos últimos minutos da prorrogação para trazer o tema de julho do projeto Literatura em Movimento. Lembra do projeto? Ele é organizado pelos blogs Café com LivroDa Literatura e Sacudindo as Palavrase o tema de julho é bem peculiar:


Esse deveria ser um tema fácil devido a sua amplitude, mas sempre tive problemas para escolher um tema em redações de tema livre – e agora esse trauma escolar volta a me assombrar.
Honestamente, não sei sobre o que escrever. Fui conferir sobre o que meus colegas de projeto escreveram, mas isso só piorou meu bloqueio criativo; os assuntos escolhidos por eles são todos muito pertinentes, mas não me “encaixo” em nenhum.
Não sofri com preconceitos, a não ser com o bullying clássico de escola – apelidos por usar óculos, ser gordinha e nerd –, mas não foram tão horríveis ou traumatizantes. Sempre fui uma “estranha no ninho”; sempre gostei mais de ler do que ir a festas, embora tenha ido a algumas (acompanhada pela minha mãe, mas isso nunca me impediu de fazer nada). Sempre fui aquela que ninguém dava muita bola até chegar o dia da prova – aí todos me amavam. Inexplicavelmente, sempre fui “popular” (se essa palavra pode ser sinônimo de “conhecida por todos”) e fazia parte daquelas panelinhas ridículas, onde pessoas mais populares tentam dizer aos outros o que fazer e o que pensar, mas nunca fui “na pilha” das tais “abelhas-rainhas”, por mais que eu quisesse ser aceita. Eu era parte do grupo, mas na verdade, não era. Nunca fui igual às minhas colegas: não fiquei com ninguém até os 15 anos, não bebia, não mentia para minha mãe, gostava de coisas que elas achavam irrelevantes (animações, livros, filmes, videogame e séries). Gostava de guris, é claro, mas eles não ocupavam tanto minha vida quando as vidas das minhas ditas amigas (embora eu estivesse sempre apaixonada por alguém).
Mas ninguém nunca me bateu (houve uma ou duas ameaças), tive muitos amigos – homens, especialmente –, e curti minha vida de adolescente nerd semipopular  sem grandes problemas, a não ser minhas ex-amigas de infância falando mal de mim no ônibus, berrando sobre como minhas roupas eram bregas ou meu cabelo era horrível. Vários amigos se ofereceram para fazer com que elas se calassem , mas eu não deixei; tinha pena delas, apesar da raiva: elas eram tão solitárias e imaturas que precisavam me diminuir e ridicularizar para se sentirem bem consigo mesmas. Isso é digno de pena, não é?
Sou hétero, caucasiana, classe média (baixa, claro). Não sou vítima de preconceitos. No máximo, sofro um pouco com o tal padrão de beleza surreal idealizado pela mídia, já que estou acima do peso. Conhece o padrão, né? Branca, olhos claros, cintura fina, cabelos lisos, seios e bumbum fartos, sabe? Não sou uma Barbie e nem quero ser. Não vou abrir mão dos meus doces (<3), pães, massas e ocasionais bolachinhas (sim, bolacha, porque sou gaúcha) porque devo ser magra, assim como não vou gastar meu pouquíssimo tempo livre enfurnada em uma academia.
Não que eu não ache que preciso emagrecer! Preciso, sim, mas por questão de saúde, não de estética. Tenho pressão alta e fibromialgia, então perder peso (massa, na verdade) seria bom para mim. Mas o “triste” é que, mesmo que eu perca os 10 kg que eu deveria perder, nunca me encaixarei no tal padrão Barbie; meu corpo não foi programado pra isso – costas largas, coxas grossas, braços gordinhos também.
Mas deixei de me importar com isso quando percebi que ser magra não me deixaria feliz; facilitaria a compra de roupas, talvez melhorasse minha autoestima quase nula, mas não me faria feliz.
Talvez seja sobre isso que eu queira falar: felicidade. O que é felicidade, afinal? Dicionários podem definir a palavra, mas quem sabe definir o sentimento? Até porque felicidade é um conceito muito relativo.
Nunca fui daquelas pessoas que acordam cheias de disposição (essa é a minha mãe), nem sou das mais bem-humoradas ou divertidas (dizem que sou engraçada, mas ainda não entendi por quê). Já beirei a depressão várias vezes e caí nela algumas. Depressão, ao contrário do que muitos pensam, não significa obrigatoriamente se trancar no quarto e chorar sem parar enquanto se afoga em chocolate e potes de sorvete. Depressão pode ser pior que isso; piorar que sentir essa tristeza, é não sentir nada. Quando vivenciei a tal, não sentia nada – nenhuma motivação de continuar, de lutar, de sair de lá. É como um dia nublado: não está bom nem está chovendo (que acarreta em uma melhora, no final), e tu não tens ânimo pra fazer nada. Até as coisas que tu mais amas parecem desinteressantes, mas dormir é bom, porque enquanto dormimos não precisamos encarar o cinza da vida ou fingir sorrisos. O cansaço de tudo, a falta de vontade e a desesperança te consomem até que só sobrem duas opções: acabar com tudo ou sair do poço.
Sair do poço sempre foi a única opção para mim, se não por mim, pela minha família. Aliás, ver minha família triste e preocupada em me ver tão sem esperanças é o que sempre me motiva a continuar, a evitar novas quedas no tal poço. Mas como sair de um lugar que tu entraste por não aguentar mais tua vida (ou alguma situação específica)? 
O melhor é sempre enfrentar o (s) problema (s) e encontrar um motivo que seja para continuar nadando (referência ruim de “Procurando Nemo”, não consegui evitar): ler um livro, escrever um romance ou assistir uma série, por exemplo, já me ajudam bastante, mas os objetivos podem ser maiores e mais “abstratos”, como comprar um carro, entrar naquele vestido lindo guardado no guarda-roupa há séculos, procurar (e encontrar) sua cara-metade, fazer um curso, SE encontrar.
Mudanças na vida também ajudam: sair da cidade por uns dias, trocar de emprego, mudar o visual, fazer uma tatuagem para simbolizar essa transição. Tudo é válido para se livrar do constante desânimo e falta de alegria.
E assim voltamos ao tema felicidade. Depois de passar por muitos altos e baixos (e frequentes “médios”), constatei que minha felicidade é ter um bom emprego, minha família me apoiando, amigos, contas pagas (de preferência em dia), meus pets, livros me cercando por todos os lados. Mas também aprendi algo mais bem importante: não preciso buscar uma felicidade constante e perpétua. Se eu tiver feito algo que me fez feliz e relaxada em algum momento do dia – dar risadas, ler um livro, assistir a um bom filme ou uns episódios de uma série, brincar com minhas gatas, comer um doce (<3) –, já dou o dia como ganho.
Afinal, no ritmo acelerado e exaustivo que vivemos hoje em dia, felicidade é poder sair do modo automático e da rotina para aproveitar aquilo que nos dá prazer, seja o que for.


(Menos torturar pessoas, depredar propriedade de terceiros, roubar, matar... Essas coisas não podem, tá?)

Os blogs participantes deste projeto são:

sábado, 18 de julho de 2015

REVIEW: Strange Angels

Oi, pessoal! Hoje venho trazer uma resenha um pouco diferente; esta é sobre um livro que eu não tenho muitas coisas boas a dizer. Encontrei Strange Angels em uma promoção da Saraiva e fiquei encantada pela ideia, pela capa e pelo preço (R$9,90). Porém, minha experiência de leitura não foi tão boa quanto a de compra. Querem saber por quê? É só continuar lendo! 

Strange Angels

Autora: Lili St. Crow
Tradutor: Giorgio Capelli
Editora: Novo Século
Número de páginas: 284
Nota da Cami: 1/5
Primeiro livro da série Strange Angels

"Meu pai? Um zumbi. 
Minha mãe? Morreu faz tempo.
Eu? Bem… Essa é a parte assustadora. 

O Mundo Real é um lugar apavorante. Basta perguntar para Dru Anderson, uma órfã de 16 anos – garota durona que já acabou com sua parcela de bandidos. Ela está armada, é perigosa e está pronta para atirar primeiro e perguntar depois. Então, vai levar um tempo até que ela possa descobrir em quem confiar…

Dru Anderson se acha estranha por mais tempo do que é capaz de se lembrar. Ela viaja de cidade em cidade com seu pai, caçando coisas que nos aterrorizam à noite. Era uma vida bem esquisita, mas boa – até que tudo explode em uma cidade gélida e arruinada de Dakota, quando um zumbi faminto arromba a porta da cozinha.Sozinha, aterrorizada e sem saída, Dru vai precisar de cada pedacinho de sua esperteza e treinamento para continuar viva. Seres sobrenaturais decidiram ser os caçadores – e desta vez, Dru é a presa. Chance de sobrevivência? De pouca a nenhuma. 

Se ela não durar até amanhecer, acabou a brincadeira…

DRU ANDERSON NÃO TEM MEDO DO ESCURO, MAS DEVERIA."

   Quando eu li essa sinopse, fiquei muito empolgada com Strange Angels. Parecia que a história - muito semelhante à série de TV Supernatural (que eu ADORO!) - era exatamente meu tipo; centrada em uma adolescente treinada pelo pai pra combater “seres da noite”, como poderia ser ruim??
     Pois então... Lili St. Crow, com a ajuda do Sr. Tradutor, conseguiu tornar o livro em um dos piores que eu já li. Sério. Strange Angels está bem abaixo da série Crepúsculo na minha lista. Como isso aconteceu é o que eu vou tentar explicar agora. E vamos por partes, como diria Jack, o Estripador.

1 – A tradução é sofrível. Não sei se me parece tão ruim porque sou formada em Letras Inglês, mas eu quase abandonei a leitura por causa dela. Acho que é a pior tradução que eu já li, incluindo traduções feitas por amadores.
     Quer um exemplo? No capítulo 1, página 32, Dru está falando sobre o “Mundo Real” – aquele onde existem montros que ela e o pai caçam – e explica que, para achar um ser sobrenatural não basta ter intuição ou sair perguntando por acontecimentos e lugares estranhos, como “opoint dos lobisomens onde hambúrgueres não são só raros, são de carne crua”. Essa frase faz sentido? Hambúrgueres RAROS?? Então me dei conta que a frase em inglês tinha a palavra rare, que pode significar “raro”, é claro, mas também pode ser traduzido como “mal-passado” – o que faz muito mais sentido nesse contexto. COMO um tradutor profissional de uma editora conceituada não percebeu isso, eu não sei. E mais! Como o REVISOR deixou isso passar batido?? Enfim, esse é apenas um exemplo, o qual eu não consigo esquecer e que já usei mil vezes em sala de aula pra mostrar que devemos ter muito cuidado ao traduzir (cuidado que o Sr. Tradutor não teve).

Aí está o trecho dos "hambúrgueres raros"
     Além de erros como este, a tradução como um todo é muito literal. Pelo que percebi por reviews americanas no Goodreads, o texto de Lili St. Crow já era meio... estranho, e essas características foram mantidas (e ampliadas) na versão em português. 
   Um exemplo: a autora tentou deixar o texto leve e jovial, mas não foi muito feliz nas estratégias que usou. A versão em português cometeu a mesma bobagem, substituindo “vocês” por “cês”, usando “caraca” e coisas do tipo. Não que seja um pecado mortal, mas o texto em muitas partes soa meio falso e forçado ao invés de informal.

2 – Dru Anderson, a personagem principal, é uma verdadeira decepção. A imagem que tive dela pela sinopse era de uma garota forte, determinada, inteligente e preparada para lidar com os “monstros”. O que vi nas páginas de Strange Angels foi uma garota que se acha superior aos outros, cabeça-dura e um tanto maldosa. Ela se refere várias vezes a outros adolescentes como “crianças”, diz que as meninas que se preocupam com a aparência (ao contrário dela, que mal penteia os cabelos, porque tem coisas mais importantes com as quais se preocupar) merecem ser vítimas dos “monstros”... Tudo bem que ela já viu muitas coisas assustadoras, mas não precisa ser tão idiota.
      Além disso, a sinopse já nos avisa que Dru acabou de perder seu pai, o único familiar que ela tinha. Óbvio que eu esperava que aquilo fosse um baque emocional e que a abalasse, mas, ao invés de seguir em frente e focar em ficar viva e descobrir o que raios está acontecendo na vida dela, ela passa páginas e mais páginas perdida em pensamentos tristes e lembranças de seu pai, mãe e avó (os quais nem conhecemos), lamentando sua situação e chorando no ombro de alguém. Imagino que St. Crow tenha usado esse artifício para humanizar a personagem, torná-la mais carismática e vulnerável, para que o leitor simpatizasse com sua situação. Bem, não deu certo, pelo menos para mim. Ao contrário da maioria das personagens, não consegui empatizar com Dru. E olha que até com a Bella Swan eu me identifiquei (um pouco, afinal ela era desastrada também). Enfim, parece que a autora QUER que a personagem seja forte e “bad-ass”, mas Dru ainda não está nesse patamar.

3 – Graves e Christophe são os personagens secundários que dão apoio à Dru e formam o provável triângulo amoroso da série. Pra ser justa e honesta, não tenho muitro o que reclamar deles. Os dois são a parte mais agradável do livro, são personagens carismáticos e fáceis de gostar, ainda que um pouco clichê (especialmente o lindo e sabichão Christophe). Dru, no entanto, os trata mal na maior parte do tempo, principalmente o doce e compreensivo Graves. Por que eles querem ficar perto dela é algo que foge ao meu entendimento...

4 – A história em si tinha tanto potencial! Pai e filha lutando contra as vis criaturas da noite? Ótimo! A adolescente perde o pai e precisa se virar sozinha pra se manter viva e desvendar mistérios? Poxa, teria sido incrível se a personagem fosse menos irritante e St. Crow fosse mais hábil...
     Há incontáveis perguntas importantes ao longo do livro: Quem transformou o pai de Dru? Quem está atrás dela? Quem era, de verdade, sua mãe? Quais são, exatamente, seus poderes, sobre os quais ela não tem controle e que sua avó chamava de “o toque”??
     São diversos mistérios e recebemos pouquíssimas explicações e, as que recebemos, são no mínimo confusas e incompletas. Ok, é uma série e muitas respostas devem aparecer ao longo dela, mas o autor precisa nos dar algumas respostas pra nos manter interessados! Além disso, toda vez que a história começa a ficar mais empolgante e “ativa”, ela volta a ficar lenta e um tanto entendiante. Quando li a sinopse, imaginei que haveria ação por todos os lados. Engano meu! O que me parece é que Lili St. Crow teve uma excelente idea para sua história e personagens, pesquisou bastante sobre a mitologia que iria usar, mas quando foi colocar tudo no papel, não conseguiu desenvolver tão bem assim.

     Em resumo, é um livro que tinha tudo pra ser incrível, mas foi uma grande decepção. Eu tentei arduamente gostar dele, mas não deu. Se o tradutor tivesse feito um trabalho mais decente ou se Dru fosse mais agradável, TALVEZ o livro fosse melhor. Mas, infelizmente, foi um mal começo para a série de Lili St. Crow; eu, pelo menos, dificilmente vou ler os outros quatro livros que seguem Strange Angels. Um livro da série já foi o bastante pra mim.


Capa brasileira, quase igual à original
(mas - ainda bem! - sem os dizeres de "Caçadora da Noite. Atiradora de Facas. Arrasadora de Corações")

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Conhecendo os escritores nacionais 02: Marcelly Nascimento

Oi, pessoal! A segunda entrevista nessa série que espero que seja interminável é com uma guria de quem eu gosto muito - e, claro, gosto muito também do que ela escreve, seja pro Me Livrando ou o que já li de seu Thorn. Além dos talentos como escritora e resenhista, ela também é um amor de pessoa, sempre disposta a ajudar os outros. Aliás, sabe esse layout bonitão? É, foi ela que configurou pra mim!! É ou não é um amor?

Pois bem, sem mais enrolação! Fiquem agora com a entrevista com a fofa Marcelly Nascimento (que NÃO lê romance!)! 


Camila: Para começar, que tal uma mini-autobiografia? Nada de mais: nome, idade, aniversário (quem sabe rolam uns presentes! ^^), cidade, formação... Enfim, o que você achar relevante!
Marcelly: Lá vamos nós: meu nome é Marcelly Nascimento na certidão, mas eu gosto de Celly. Tenho 19 anos, nasci em 22 de fevereiro (e a título de curiosidade, meu irmão também – no exato dia em que completei 6 anos!), nasci e moro em Belém e no momento estou na metade do curso de bacharelado em Direito; provavelmente vou atuar na Vara da Família. Acho que é isso. Eu também poderia dizer que sou fã da Disney, tanto dos filmes clássicos quanto a Pixar, e também que sou louca por livros considerados infantis – Como Treinar Seu Dragão, Querido Diário Otário e Goosebumps, só pra começar.


A LEITORA

C: Quais são seus autores favoritos (nacionais e/ou estrangeiros)?
M: O favorito, primeiro lugar no pódio, sempre será do Patrick Rothfuss. Depois temos George R.R. Martin, J.K. Rowling, Rick Riordan, Paul Hoffman, Joseph Delaney e Derek Landy. Sobre autores nacionais fico com Lauro Kociuba e Charles William Krüger.


C: Lembras qual foi o livro que te fez gostar de ler?
M: Harry Potter, com certeza! Emprestei o primeiro livro, acho que tinha dez anos. Mas então só li a série e deixei os livros meio de lado, até que dois anos depois conheci Percy Jackson e li uma tradução de fã pra fã antes dos livros saírem no Brasil. Nesse momento realmente peguei gosto pela leitura e também por e-books.


C: Qual é o gênero literário que tu lês com mais frequência?
M: Fantasia épica, sem a menor sombra de dúvidas! Mesmo que me confundam com leitora de Fallen e Crepúsculo ):

C: Existe algum livro que tu aches tão incrível que tu gostarias de ter escrito?
M: O Nome do Vento! Paixão eterna por essa obra-prima.
  

A AUTORA

C: O que te motivou a começar a escrever?
M: Fiquei deslumbrada com os mundos fantásticos que via sendo criados e me perguntei: “por que não posso fazer também?”. Cheguei à conclusão de que podia e fiz.
C: O que tu mais gostas de escrever (contos, poemas, horror, mistério...)?
M: Romances fantásticos e épicos (por favor, não confunda romance com histórias de amor, não falo nesse sentido), sem dúvida. Escrevo contos, mas definitivamente não é meu forte. Algumas pessoas gostam, mas eu não curto muito escrevê-los.

C: Quais são seus trabalhos já publicados?
M: Até agora só um conto, Thor Punho de Ferro, sob o pseudônimo de Caroline Wicker. Está na antologia Além das Cruzadas da editora Andross.


C: A propósito, como surgiu a oportunidade da primeira publicação?
M: Eu vi o anúncio da seleção e mandei o conto. Acho que ele estava guardado há um ano ou mais. Um dia postei no meu blog e as pessoas aparentemente amaram! Ela mandou a notícia da seleção e quando enviei não tive qualquer pretensão de passar.... E não é que passei? Hahhaah

C: Além da publicação em meio físico e tradicional, publicas teus trabalhos em outros lugares (como Widbook, Wattpad, e-book independente pela Amazon)?
M: Tenho publicado o começo de um livro que estou escrevendo no Wattpad, mas ainda não o divulguei muito e sinceramente ainda não quero divulga-lo. Quando chegar na metade começo a investir numa divulgação mais pesada!

C: Que projetos tens em mente para os próximos meses?
M: Terminar meu livro atual. Por enquanto é só isso mesmo.

C: E, finalmente, qual é o teu conselho para quem gosta de escrever e quer seguir esse caminho? 
M: Você vai se sentir desmotivado quando publicar algo e não receber o retorno – mas isso só porque criou expectativas. Você vai se decepcionar se enviar um original ou conto para editora esperando aprovação e não for aprovado – de novo, expectativas. Você vai ficar triste se pedir para alguém ler sua obra e a pessoa criticar – ué, mais expectativa? O segredo é: escreva para si mesmo. Não crie qualquer expectativa. Escreva até terminar, em seguida entre na luta para publicar. Não pense em agradar a todos, nem mesmo grandes nomes da literatura o fazem! E, por fim, o mais importante: saiba receber críticas construtivas com humildade, pois na grande maioria das vezes as pessoas só querem ajuda-lo.


E aí, pessoal? Gostaram? Espero que sim, porque teremos mais entrevistas pela frente - e veremos muito mais da srta. Celly por aí! Que venha Thorn, o sétimo filho de um sétimo filho! 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

TAG: AMO/ODEIO

Oi, pessoal! Hoje venho aqui com minha primeira TAG, indicada pela fofa Anya do Entre Um Livro e Outro - muito obrigada por lembrar de mim ^^
Ah, sim, quem criou a Tag foi a Karla do blog Cherry Cook, e a ideia é simples e rápida: dizer 10 coisas que eu amo e 10 coisas que eu odeio.



Para participar da tag, tem que seguir algumas regrinhas:

* Dizer 10 coisas que ama e 10 coisas que odeia.
* Indicar 10 blogs para responder a Tag.
* Colocar o selo da Tag.
* Link de quem te indicou.


Bom, primeiro vamos às 10 coisas que eu amo:

- Livros
- Doces
- Pipoca
- Gatos (principalmente as minhas Shadow e Snow)
- Séries
- Filmes
- Fantasia (o gênero)
- Cachorros
- Quadrinhos
- Animações

Agora, as 10 que eu odeio:

- Aranhas
- Atrasos
- Gente folgada (que não cumpre suas funções e joga a culpa/trabalho pros outros)
- As faturas dos meus cartões
- Lavar louça
- Língua de vaca
- Calor demais/frio demais (eu AMAVA o inverno, mas minhas dores não me deixam apreciá-lo)
- Decepcionar as pessoas
- Sair de casa no domingo
- Horário político/propagandas partidárias.

Bom, era isso! Agora os indicados a responder a TAG:
Gente. infelizmente só consegui pensar em 8 pessoas/blogs! Não conheço muita gente na blogosfera, sorry! :(
(E vocês que eu indiquei: não precisam se sentir obrigados a responder nem nada...)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Conhecendo os escritores nacionais 01: Fabian Way

Oi, pessoal!! Para começar o mês em grande estilo, estou inaugurando uma nova coluna aqui - "Conhecendo os escritores nacionais" (como o título já deixou meio óbvio) - com o simples intuito de divulgar um pouco nossos tão talentosos escritores e, infelizmente, tão pouco conhecidos. Para minha sorte, conheço um bom punhado de autores nacionais, seja por intermédio do Clube de Autores de Fantasia ou por eventos ou por pura sorte mesmo. 
O maior exemplo dessa minha sorte em conhecer pessoas incríveis é o Fabian. Eu conheci esse rapaz há muito, muito tempo. Minha mãe deu aula de inglês pra irmã dele, a Renata, e nos encontrávamos no ônibus na boa e velha Viamão (cidade vizinha de Porto Alegre-RS). Aí começou uma amizade que resistiu ao tempo e à distância, já que eu me mudei de volta para PoA e ele ficou por lá. Além de se tornar um professor de inglês maravilhoso, Fabian também tornou-se um excelente escritor. 

Sem mais delongas, vamos à entrevista!





Cami: Para começar, que tal uma mini-autobiografia? Nada de mais: nome, idade, aniversário (quem sabe rolam uns presentes! ^^), cidade, formação... Enfim, o que você achar relevante!

Fabian Way nasceu no dia 05 de março de 1991 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. É graduando em Licenciatura em Letras – Inglês pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e presentemente trabalha como professor de língua estrangeira e como voluntário em grupo de pesquisa sobre literatura inglesa/norte americana na UFRGS.
Fabian tem como influência literária os escritores Neil Gaiman, J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis, Edgar Allan Poe, dentre outros. Em seu tempo livre, que não é frequente, Fabian gosta de se dedicar à leitura e à escrita, bem como ao estudo de música e assistir seriados (Grimm, em especial).

 O LEITOR



Cami: Quais são seus autores favoritos (nacionais e/ou estrangeiros)?
Fabian: Sem dúvida Gaiman, Tolkien, C.S. Lewis e Rowling. Entre muitos outros, claro, mas esses são os principais.

C: Lembras qual foi o livro que te fez gostar de ler?
F: Não saberia dizer exatamente qual me fez gostar de ler, mas as primeiras paixões literárias foram Harry Potter, e Deltora Quest, da australiana Emily Rodda.

C: Qual é o gênero literário que tu lês com mais frequência?
F: Fantasia, mas não ficção científica. Não pode ser nada muito real, não gosto de ler coisas “reais”. Contos de fada também estão na lista dos mais lidos.

C: Existe algum livro que tu aches tão incrível que tu gostarias de ter escrito?
F: Que eu ache “tão incrível”, sim. Mas não tenho certeza sobre a parte do eu tê-los escrito. “Lugar Nenhum” e “O Oceano no fim do caminho”, do Gaiman e “Ponte para Terabíthia”, da Katherine Paterson, talvez. Eu arriscaria dizer, também, “As Crônicas de Nárnia”, do C.S.Lewis e “Senhor dos Anéis”, do Tolkien. Estes livros deixam mensagens/ lições interessantes para o leitor; o tipo de mensagem/lição que eu gostaria de deixar.

O AUTOR

C: O que te motivou a começar a escrever?
F: A vontade de deixar mensagens/lições para o público. Sempre observei o mundo ao meu redor e, constantemente, me decepcionei com o que vi, com os atos dos seres humanos para com uns aos outros e para com o meio em que vivem. Encontrei na literatura uma forma de expressar esse sentimento e de tentar deixar mensagens e/ou lições que pudessem ajudar a tornar o mundo um local melhor.

C: O que tu mais gostas de escrever (contos, poemas, horror, mistério...)?
F: Contos! Histórias que causem algum impacto forte no leitor. Acredito que escrever só vale a pena se for para causar algum efeito em quem lê. E não pode ser qualquer efeito, tem que ser algo que impressione o leitor e o faça pensar, refletir, olhar para dentro de si mesmo. Minha escrita tem que provocar algum tipo de mudança em quem lê.

C: Quais são seus trabalhos já publicados?
F: Em 2014 publiquei os contos “Inocência Sombria” e “ A casa na Floresta” , o primeiro na antologia de contos de terror “Horas Sombrias” e o último na antologia de contos fantásticos “Utopia”, ambos pela Andross editora. Os contos “Amor Infantil” e “Cores na Escuridão” foram publicados em 2015 nas antologias “King Edgar Hotel” e “Imaginarium” respectivamente. O “Cores na Escuridão” foi indicado ao prêmio literário Strix da Andross editora.

C: A propósito, como surgiu a oportunidade da primeira publicação?
F: Uma amiga me falou dessa editora que estava com inscrições abertas para o envio de contos de diversos temas em diversas antologias. Decidi aproveitar a oportunidade e... deu certo!

C: Além da publicação em meio físico e tradicional, publicas teus trabalhos em outros lugares (como Widbook, Wattpad, e-book independente pela Amazon)?
F: No momento, não. Mas não há nada que me impeça de fazê-lo em um futuro próximo.

C: Que projetos tens em mente para os próximos meses?
F: Quero me dedicar mais à escrita. Tenho planos de escrever um livro de contos e, quem sabe, um livro de fantasia.

C: E, finalmente, qual é o teu conselho para quem gosta de escrever e quer seguir esse caminho?
F: Se dedicar e ser cuidadoso com a escrita, isto é, com o que escreve. Muita gente escreve coisas apelativas, pois é mais fácil de conquistar leitores com elas. Não quero um futuro cheio de literatura vazia e pessoas (mais) vazias. A literatura deve ser algo grandioso, sublime e que sirva para engrandecer quem escreve e, consequentemente, quem lê; não simplesmente um meio fácil de chamar atenção e ganhar popularidade.
Além disso, tentar fazer a diferença com o que se escreve, ao invés de escrever só por escrever. O Mundo já tem pessoas e livros vazios demais! Tente ser parte da mudança.

Então, o que acharam? Coluna aprovada? Uma das antologias citadas pelo Fabian, King Edgar Hotel, será sorteado aqui no blog em breve! Fique de olho!